• Secretaria de Governança Corporativa

    Secretaria de Governança Corporativa

    Implantação e Sustentação da Secretaria de Governança Corporativa.

  • A Secretaria de Governança (SG) funciona como uma área de suporte, cujo desempenho eficiente depende de um patrocinador dentro da organização que providencie autonomia. Isso permite que a SG opere de forma imparcial frente a interesses individuais ou coletivos, concentrando-se nas diretrizes de governança e nas práticas recomendadas, particularmente em contextos de conflito de interesses. Esses elementos são importantes para que a SG adicione valor à organização.

    O secretário de governança é responsável por gerenciar o fluxo de informações, assegurando que estas sejam encaminhadas de forma segura e em tempo adequado aos diferentes agentes e órgãos de governança.

    Os avanços nas práticas de governança corporativa, a crescente complexidade do ambiente de negócios e o aumento das demandas dos órgãos reguladores e fiscalizadores sublinham a importância das responsabilidades desta função. O secretário de governança deve atuar sempre no melhor interesse da organização, com integridade e sem julgamentos.

    Secretaria de Governança Corporativa

    Posicionamento da Secretaria de Governança Corporativa

    Organograma-Posicionamento-da-Secretaria-de-Governança-Corporativa

    O papel da Secretaria de Governança Corporativa

    É essencial que a organização tenha uma compreensão clara do papel da SG como um agente imparcial para prevenir conflitos ou desafios. Isso inclui evitar a delegação informal de autoridade por parte de conselheiros e o manejo das responsabilidades que isso implica; resistir à pressão para conceder acesso à informações confidenciais a certos acionistas, conselheiros ou executivos; assegurar a obtenção de informações chave dentro dos prazos estabelecidos e responder prontamente a qualquer questionamento; e evitar a influência adversa de executivos, conselheiros ou membros de órgãos técnicos que busquem vantagem pessoal, entre outras questões.

    A abrangência de uma secretaria de governança será determinada pela diversidade dos componentes de um sistema de governança, quais sejam: ambientes (legal, regulatório e voluntário) em que a organização se insere; agentes e órgãos de governança que podem estar instalados na organização; documentos que definem as regras e condutas adotadas pela organização; e ferramentas que materializam as diretrizes e as práticas de governança da organização. O quadro a seguir demonstra, de forma genérica, estes componentes.

    Componentes do Sistema de Governança

    Através de uma abordagem holística denominada de Sistema de Governança Corporativa Integrada incorporamos princípios e práticas de governança em todas as camadaseprocessosdaempresa. Estesistemavisaintegraragovernançaemtodososníveisorganizacionais,estendendo-sealémdoconselhodeadministraçãoe englobando todos os stakeholders com vistas à geração de valor aos sócios ou acionistas no longo prazo.

    Secretaria-de-Governança-Corporativa-Componentes-do-Sistema-de-Governança-Corporativa

    Processo de Implantação e Sustentação da Secretaria de Governança

    Para que o Sistema de Governança Corporativa seja sustentado e aprimorado constantemente é fundamental que haja uma Secretaria de Governança Corporativa dedicada. Delegar essa posição à pessoas sem experiência é um erro comum, que pode representar a estagnação ou fracasso do sistema.

    1.

    Mapeamento e análise de necessidades

    Conduziremos uma análise detalhada das práticas de governança existentes. Identificaremos as lacunas, os pontos fortes e as áreas que requerem maior atenção.

    2.

    Estruturação e design organizacional

    Definiremos a estrutura da SG, incluindo a criação de processos-chave e mecanismos de fluxo de informações. A estrutura será desenhada para apoiar eficientemente todas as funções de governança, desde o apoio às reuniões do conselho até o desenvolvimento e aprimoramento das estruturas de governança.

    3.

    Formulação de políticas e procedimentos

    Desenvolveremos políticas e procedimentos que regerão as operações da SG. Isto incluirá práticas para a gestão de documentos e comunicação, garantindo conformidade com as normas legais e regulatórias e alinhamento com as melhores práticas de governança.

    4.

    Implementação de sistemas de informação

    Implementaremos tecnologia de ponta para suportar a SG, garantindo a segurança das informações e eficiência na comunicação entre todas as partes interessadas. As ferramentas tecnológicas facilitarão o acesso a documentos importantes e a gestão de informações de governança.

    5.

    Lançamento e comunicação interna

    Acompanharemos a implementação da SG com uma campanha de comunicação interna robusta para assegurar que todos na organização entendam o valor e o funcionamento da SG. Incluirá treinamentos e workshops para promover uma compreensão abrangente da importância da governança.

    6.

    Monitoramento e avaliação contínua

    Estabelecermos indicadores de desempenho para monitorar a eficácia da SG e realizaremos avaliações periódicas para adaptar e melhorar continuamente os processos e práticas.

    7.

    Conformidade Legal

    Gerenciaremos todas as necessidades de conformidade legal e regulatória para a criação e operacionalização da SG. Isso inclui o registro de mudanças estruturais e a garantia de que todas as operações estão em conformidade com as leis aplicáveis.

    8.

    Integração e Melhoria contínua

    Nosso envolvimento não termina com a implementação. A C&S continuará como um parceiro estratégico, assegurando que a SG se integre plenamente à cultura da organização e contribua para o seu desenvolvimento e evolução contínua. Esta abordagem detalhada reflete nosso compromisso em fornecer uma solução de governança que seja eficaz, sustentável e adaptada às necessidades da organização.

    Processos da Secretaria de Governança Corporativa

    Nossa metodologia considera nove processos essenciais, geridos através de uma Plataforma de Governança e acompanhados de perto pelo nosso responsável jurídico. Estes processos são projetados para garantir a conformidade, promover a eficiência e sustentar a transparência em todas as atividades de governança da organização.

    Modus Operandi da Secretaria de Governança em Relação ao Conselho, Assembleia de Sócios e Diretoria Executiva

    Macrofluxo de atuação na implementação e sustentação do Comitê de Estratégia

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    Mauricio-Siqueira-CCI-CTA

    Mauricio Siqueira, CCA CTA

    Conselheiro de Administração

    Economista, Pós graduado em Engenharia Econômica e Economia do Agronegócio, Membro e Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC. Como Executivo, foi interventor pelo BNDESpar, presidiu Empresas e Conselhos.

    Bruno Siqueira, CCA

    Diretor Executivo

    Economista, MBA em Finanças Corporativas, Especialista em Fusões & Aquisições, Private Equity & Venture Capital e Mestre em Administração pela Fundação Dom Cabral. Membro e Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC.

    Carolina Siqueira

    Jurídico

    Advogada, especialista em Direito Societário e em Secretarias de Conselhos de Administração pelo IBGC. Responsável pelas Secretarias dos Conselhos e assuntos legais relacionados à Governança Corporativa.

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  • Pensamento estratégico consiste na capacidade de analisar o ambiente interno e externo de uma organização, identificar oportunidades e ameaças, definir objetivos de longo prazo e traçar planos de ação para alcançá-los. É uma habilidade crucial para a tomada de decisões eficazes e para garantir a sustentabilidade e o crescimento de uma empresa.

    O conceito de estratégia é tradicionalmente associado a traçar um caminho em direção a um futuro desejável ou ao gerenciamento de diversos cenários enfrentados por uma organização ou iniciativa. Apesar de estar muito presente em instâncias contemporâneas como administração de empresas, economia e política, a noção de estratégia é antigo e datada da Grécia antiga. Naquele contexto, estratégia referia-se à arte da liderança exercida por generais e conselhos de guerra, com o objetivo de planejar e executar movimentos e operações militares para superar os inimigos

    Já na segunda metade do Século XX, a estratégia se tornou mais presente no ambiente empresarial e nesse contexto surgiram duas perspectivas conceituais: o “pensar estratégico” e o “plano estratégico”. O primeiro ligado ao pensamento por trás da estratégia; e o segundo à maneira de executar ou materializar essa visão.

    O chamado “pensamento estratégico”, se remete a um processo criativo, divergente, inovador, que fomenta a troca aberta de ideias e soluções para os desafios imprevisíveis dos negócios. Todavia, o “planejamento estratégico” seria a aplicação lógica e sistemática da estratégia pensada, um processo programático e analítico, que transforma ideia e soluções em ações, com etapas, metas e indicadores a serem atingidos em tempo predefinido.

    As duas perspectivas (pensamento e planejamento) são interdependentes e somente geram valor quando se complementam. Apenas assim, é possível estruturar um ciclo contínuo de pensar, planejar e executar.

    Conselheiro como catalisador do Pensamento Estratégico

    O Conselho de Administração é responsável por aprovar a estratégia de uma organização e por assegurar seu propósito, mas não deve ser a única fonte do pensamento estratégico. Um movimento oposto a este sentido provavelmente ocasionará em fracasso. É importante que os Conselheiros promovam o pensamento estratégico como uma cultura da organização, estimulando o debate, ideação e a identificação de ameaças e oportunidades.

    O Conselheiro precisa ser o exemplo, fomentando nos colaboradores a reflexão e a atenção aos fatores internos e externos à organização através de suas atitudes e interações. O processo do pensamento estratégico atua na constante identificação de vulnerabilidades do negócio, garantindo o alinhamento da companhia, a retenção de talentos e a mitigação de riscos.

    Algumas recomendações que os Conselheiros podem adotar para impulsionar o pensamento estratégico na organização:

    1. Desenvolver na organização um clima de “alerta permanente”, que normalize o acolhimento de ideias, a revisão de certezas, e a tolerância ao erro.
    2. Desafiar crenças e modelos mentais estabelecidos na organização. É importante prestar atenção aos vieses cognitivos e preconceitos que podem impedir a percepção de realidades e ameaças evidentes.
    3. Estimular a gestão, em todos os seus níveis, a discutir temas abrangentes de negócios e estratégia com seus subordinados.
    4. Fomentar a expressão de ideias e a contribuição com insights provenientes de diversas fontes de informação.
    5. Incentivar a liderança a adotar e utilizar metodologias ágeis para resolver problemas e desenvolver soluções.

    O pensar estratégico não se apoia num método único. Pode ser mais ou menos formal, mais ou menos democrático, sincrônico, paralelo, continuado ou cíclico. E não pode ser substituído pelo planejamento.

    Todo pensador estratégico está sempre aprendendo, e o pensamento estratégico resulta de um processo contínuo de desenvolvimento, caracterizado por um diálogo sobre questões estratégicas. Esse diálogo, aliado ao questionamento criativo, gera ideias fundamentais para qualquer estratégia.

    Para assegurar o crescimento sustentável do negócio no longo prazo é fundamental que haja uma participação proativa e colaborativa das partes interessadas. O Conselheiro precisa agir como guardião de uma cultura que fomente o pensamento estratégico. Estratégia inteligente é conciliar duas perspectivas – Pensamento e Planejamento.

    Pedro

    Pedro Marchioni

    Analista de Estratégia

  • Pensamento estratégico consiste na capacidade de analisar o ambiente interno e externo de uma organização, identificar oportunidades e ameaças, definir objetivos de longo prazo e traçar planos de ação para alcançá-los. É uma habilidade crucial para a tomada de decisões eficazes e para garantir a sustentabilidade e o crescimento de uma empresa.

    O conceito de estratégia é tradicionalmente associado a traçar um caminho em direção a um futuro desejável ou ao gerenciamento de diversos cenários enfrentados por uma organização ou iniciativa. Apesar de estar muito presente em instâncias contemporâneas como administração de empresas, economia e política, a noção de estratégia é antigo e datada da Grécia antiga. Naquele contexto, estratégia referia-se à arte da liderança exercida por generais e conselhos de guerra, com o objetivo de planejar e executar movimentos e operações militares para superar os inimigos

    Já na segunda metade do Século XX, a estratégia se tornou mais presente no ambiente empresarial e nesse contexto surgiram duas perspectivas conceituais: o “pensar estratégico” e o “plano estratégico”. O primeiro ligado ao pensamento por trás da estratégia; e o segundo à maneira de executar ou materializar essa visão.

    O chamado “pensamento estratégico”, se remete a um processo criativo, divergente, inovador, que fomenta a troca aberta de ideias e soluções para os desafios imprevisíveis dos negócios. Todavia, o “planejamento estratégico” seria a aplicação lógica e sistemática da estratégia pensada, um processo programático e analítico, que transforma ideia e soluções em ações, com etapas, metas e indicadores a serem atingidos em tempo predefinido.

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    O Conselho de Administração é responsável por aprovar a estratégia de uma organização e por assegurar seu propósito, mas não deve ser a única fonte do pensamento estratégico. Um movimento oposto a este sentido provavelmente ocasionará em fracasso. É importante que os Conselheiros promovam o pensamento estratégico como uma cultura da organização, estimulando o debate, ideação e a identificação de ameaças e oportunidades.

    O Conselheiro precisa ser o exemplo, fomentando nos colaboradores a reflexão e a atenção aos fatores internos e externos à organização através de suas atitudes e interações. O processo do pensamento estratégico atua na constante identificação de vulnerabilidades do negócio, garantindo o alinhamento da companhia, a retenção de talentos e a mitigação de riscos.

    Algumas recomendações que os Conselheiros podem adotar para impulsionar o pensamento estratégico na organização:

    1. Desenvolver na organização um clima de “alerta permanente”, que normalize o acolhimento de ideias, a revisão de certezas, e a tolerância ao erro.
    2. Desafiar crenças e modelos mentais estabelecidos na organização. É importante prestar atenção aos vieses cognitivos e preconceitos que podem impedir a percepção de realidades e ameaças evidentes.
    3. Estimular a gestão, em todos os seus níveis, a discutir temas abrangentes de negócios e estratégia com seus subordinados.
    4. Fomentar a expressão de ideias e a contribuição com insights provenientes de diversas fontes de informação.
    5. Incentivar a liderança a adotar e utilizar metodologias ágeis para resolver problemas e desenvolver soluções.

    O pensar estratégico não se apoia num método único. Pode ser mais ou menos formal, mais ou menos democrático, sincrônico, paralelo, continuado ou cíclico. E não pode ser substituído pelo planejamento.

    Todo pensador estratégico está sempre aprendendo, e o pensamento estratégico resulta de um processo contínuo de desenvolvimento, caracterizado por um diálogo sobre questões estratégicas. Esse diálogo, aliado ao questionamento criativo, gera ideias fundamentais para qualquer estratégia.

    Para assegurar o crescimento sustentável do negócio no longo prazo é fundamental que haja uma participação proativa e colaborativa das partes interessadas. O Conselheiro precisa agir como guardião de uma cultura que fomente o pensamento estratégico. Estratégia inteligente é conciliar duas perspectivas – Pensamento e Planejamento.

    Pedro

    Pedro Marchioni

    Analista de Estratégia

  • Pensamento estratégico consiste na capacidade de analisar o ambiente interno e externo de uma organização, identificar oportunidades e ameaças, definir objetivos de longo prazo e traçar planos de ação para alcançá-los. É uma habilidade crucial para a tomada de decisões eficazes e para garantir a sustentabilidade e o crescimento de uma empresa.

    O conceito de estratégia é tradicionalmente associado a traçar um caminho em direção a um futuro desejável ou ao gerenciamento de diversos cenários enfrentados por uma organização ou iniciativa. Apesar de estar muito presente em instâncias contemporâneas como administração de empresas, economia e política, a noção de estratégia é antigo e datada da Grécia antiga. Naquele contexto, estratégia referia-se à arte da liderança exercida por generais e conselhos de guerra, com o objetivo de planejar e executar movimentos e operações militares para superar os inimigos

    Já na segunda metade do Século XX, a estratégia se tornou mais presente no ambiente empresarial e nesse contexto surgiram duas perspectivas conceituais: o “pensar estratégico” e o “plano estratégico”. O primeiro ligado ao pensamento por trás da estratégia; e o segundo à maneira de executar ou materializar essa visão.

    O chamado “pensamento estratégico”, se remete a um processo criativo, divergente, inovador, que fomenta a troca aberta de ideias e soluções para os desafios imprevisíveis dos negócios. Todavia, o “planejamento estratégico” seria a aplicação lógica e sistemática da estratégia pensada, um processo programático e analítico, que transforma ideia e soluções em ações, com etapas, metas e indicadores a serem atingidos em tempo predefinido.

    As duas perspectivas (pensamento e planejamento) são interdependentes e somente geram valor quando se complementam. Apenas assim, é possível estruturar um ciclo contínuo de pensar, planejar e executar.

    Conselheiro como catalisador do Pensamento Estratégico

    O Conselho de Administração é responsável por aprovar a estratégia de uma organização e por assegurar seu propósito, mas não deve ser a única fonte do pensamento estratégico. Um movimento oposto a este sentido provavelmente ocasionará em fracasso. É importante que os Conselheiros promovam o pensamento estratégico como uma cultura da organização, estimulando o debate, ideação e a identificação de ameaças e oportunidades.

    O Conselheiro precisa ser o exemplo, fomentando nos colaboradores a reflexão e a atenção aos fatores internos e externos à organização através de suas atitudes e interações. O processo do pensamento estratégico atua na constante identificação de vulnerabilidades do negócio, garantindo o alinhamento da companhia, a retenção de talentos e a mitigação de riscos.

    Algumas recomendações que os Conselheiros podem adotar para impulsionar o pensamento estratégico na organização:

    1. Desenvolver na organização um clima de “alerta permanente”, que normalize o acolhimento de ideias, a revisão de certezas, e a tolerância ao erro.
    2. Desafiar crenças e modelos mentais estabelecidos na organização. É importante prestar atenção aos vieses cognitivos e preconceitos que podem impedir a percepção de realidades e ameaças evidentes.
    3. Estimular a gestão, em todos os seus níveis, a discutir temas abrangentes de negócios e estratégia com seus subordinados.
    4. Fomentar a expressão de ideias e a contribuição com insights provenientes de diversas fontes de informação.
    5. Incentivar a liderança a adotar e utilizar metodologias ágeis para resolver problemas e desenvolver soluções.

    O pensar estratégico não se apoia num método único. Pode ser mais ou menos formal, mais ou menos democrático, sincrônico, paralelo, continuado ou cíclico. E não pode ser substituído pelo planejamento.

    Todo pensador estratégico está sempre aprendendo, e o pensamento estratégico resulta de um processo contínuo de desenvolvimento, caracterizado por um diálogo sobre questões estratégicas. Esse diálogo, aliado ao questionamento criativo, gera ideias fundamentais para qualquer estratégia.

    Para assegurar o crescimento sustentável do negócio no longo prazo é fundamental que haja uma participação proativa e colaborativa das partes interessadas. O Conselheiro precisa agir como guardião de uma cultura que fomente o pensamento estratégico. Estratégia inteligente é conciliar duas perspectivas – Pensamento e Planejamento.

    Pedro

    Pedro Marchioni

    Analista de Estratégia

  • Pensamento estratégico consiste na capacidade de analisar o ambiente interno e externo de uma organização, identificar oportunidades e ameaças, definir objetivos de longo prazo e traçar planos de ação para alcançá-los. É uma habilidade crucial para a tomada de decisões eficazes e para garantir a sustentabilidade e o crescimento de uma empresa.

    O conceito de estratégia é tradicionalmente associado a traçar um caminho em direção a um futuro desejável ou ao gerenciamento de diversos cenários enfrentados por uma organização ou iniciativa. Apesar de estar muito presente em instâncias contemporâneas como administração de empresas, economia e política, a noção de estratégia é antigo e datada da Grécia antiga. Naquele contexto, estratégia referia-se à arte da liderança exercida por generais e conselhos de guerra, com o objetivo de planejar e executar movimentos e operações militares para superar os inimigos

    Já na segunda metade do Século XX, a estratégia se tornou mais presente no ambiente empresarial e nesse contexto surgiram duas perspectivas conceituais: o “pensar estratégico” e o “plano estratégico”. O primeiro ligado ao pensamento por trás da estratégia; e o segundo à maneira de executar ou materializar essa visão.

    O chamado “pensamento estratégico”, se remete a um processo criativo, divergente, inovador, que fomenta a troca aberta de ideias e soluções para os desafios imprevisíveis dos negócios. Todavia, o “planejamento estratégico” seria a aplicação lógica e sistemática da estratégia pensada, um processo programático e analítico, que transforma ideia e soluções em ações, com etapas, metas e indicadores a serem atingidos em tempo predefinido.

    As duas perspectivas (pensamento e planejamento) são interdependentes e somente geram valor quando se complementam. Apenas assim, é possível estruturar um ciclo contínuo de pensar, planejar e executar.

    Conselheiro como catalisador do Pensamento Estratégico

    O Conselho de Administração é responsável por aprovar a estratégia de uma organização e por assegurar seu propósito, mas não deve ser a única fonte do pensamento estratégico. Um movimento oposto a este sentido provavelmente ocasionará em fracasso. É importante que os Conselheiros promovam o pensamento estratégico como uma cultura da organização, estimulando o debate, ideação e a identificação de ameaças e oportunidades.

    O Conselheiro precisa ser o exemplo, fomentando nos colaboradores a reflexão e a atenção aos fatores internos e externos à organização através de suas atitudes e interações. O processo do pensamento estratégico atua na constante identificação de vulnerabilidades do negócio, garantindo o alinhamento da companhia, a retenção de talentos e a mitigação de riscos.

    Algumas recomendações que os Conselheiros podem adotar para impulsionar o pensamento estratégico na organização:

    1. Desenvolver na organização um clima de “alerta permanente”, que normalize o acolhimento de ideias, a revisão de certezas, e a tolerância ao erro.
    2. Desafiar crenças e modelos mentais estabelecidos na organização. É importante prestar atenção aos vieses cognitivos e preconceitos que podem impedir a percepção de realidades e ameaças evidentes.
    3. Estimular a gestão, em todos os seus níveis, a discutir temas abrangentes de negócios e estratégia com seus subordinados.
    4. Fomentar a expressão de ideias e a contribuição com insights provenientes de diversas fontes de informação.
    5. Incentivar a liderança a adotar e utilizar metodologias ágeis para resolver problemas e desenvolver soluções.

    O pensar estratégico não se apoia num método único. Pode ser mais ou menos formal, mais ou menos democrático, sincrônico, paralelo, continuado ou cíclico. E não pode ser substituído pelo planejamento.

    Todo pensador estratégico está sempre aprendendo, e o pensamento estratégico resulta de um processo contínuo de desenvolvimento, caracterizado por um diálogo sobre questões estratégicas. Esse diálogo, aliado ao questionamento criativo, gera ideias fundamentais para qualquer estratégia.

    Para assegurar o crescimento sustentável do negócio no longo prazo é fundamental que haja uma participação proativa e colaborativa das partes interessadas. O Conselheiro precisa agir como guardião de uma cultura que fomente o pensamento estratégico. Estratégia inteligente é conciliar duas perspectivas – Pensamento e Planejamento.

    Pedro

    Pedro Marchioni

    Analista de Estratégia