O que os dados falam? – Com Luciano Menegasso

O ambiente empresarial está em constante evolução, tornando-se cada vez mais complexo, exigindo agilidade e assertividade na tomada de decisão, principalmente em momentos críticos em que vivemos, onde quem erra menos tem maior chance de sobrevivência.

A pandemia mudou hábitos e comportamentos, dentre eles a utilização da internet, seja para compras, pagamentos, entretenimento, educação etc. O isolamento social restringiu a circulação da população, entretanto ampliou o volume de dados em rede. Nunca se teve tantos dados como atualmente.

Luciano Menegasso, sócio da C&S e autor deste artigo, traz um excelente exemplo de como a tecnologia de dados aumenta a qualidade das atividades.

“Tomando como exemplo o segmento de educação, há 2 anos os principais indicadores para avaliar o rendimento e engajamento dos alunos em faculdades e universidades eram notas e presença em sala de aula, as quais geralmente eram avaliadas ao final de cada trimestre ou semestre. Hoje, através das plataformas de ensino online, é possível saber não só a presença do aluno, mas também o tempo em que ficou conectado, as interações feitas ao longo da aula e o feedback quanto à disciplina. Estas informações estão em bancos de dados que, quando relacionados, permitem avaliar o desempenho por aluno, por disciplina e por professor”, diz.

Neste contexto, a análise de dados é uma ferramenta estratégica para aumentar o nível de desempenho dos professores, do modelo de ensino e, principalmente, da motivação e engajamento dos alunos.

Uma das aflições que o segmento de educação vive em função da pandemia diz respeito à evasão dos alunos, objeto de estudo de analistas e cientistas de dados que buscam mapear e quantificar indicadores preditivos à evasão, de modo que seja possível se antecipar nas ações para mitigar este efeito.

Assim, a análise de dados pode ser vista como o processo de desenvolvimento de decisões ou recomendações práticas para ações baseadas em insights gerados por dados históricos, sejam eles de anos, meses, semanas ou segundos atrás.
Luciano conta que a tecnologia de dados funciona em outros campos além da análise, como na previsão e simulação de cenários.

“Além de entender o que aconteceu (análise descritiva), técnicas como mineração de dados e de predição podem ser utilizadas para saber o que irá acontecer (projeções de eventos futuros), assim como as simulações e modelos de decisão podem ajudar a entender o que é necessário fazer para tomar as melhores decisões para aproveitar oportunidades ou mitigar riscos”, completa.

Sabemos que em muitos casos o valor gerado pela análise é proporcional à sofisticação da modelagem, metodologia aplicada, ferramentas, volume e diversificação dos dados. Contudo, nossa experiência mostra que há muito valor em análises essenciais (descritivas ou diagnósticas), que podem ser conduzidas através de teorias e técnicas estatísticas de baixa complexidade com potencial de resolver problemas relacionados a custos e produtividade, assim como apontar oportunidades de receita e ganho de margem.

Para tanto é necessário conhecimento, metodologia e dedicação, permitindo entender o que os dados falam sobre o negócio.

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