Endividamento bancário

Há um grande número de empresas, e porque não dizer, a maioria delas, com passivo junto ao Sistema Financeiro. Com o agravamento da crise no país, está cada vez maior a dependência de bancos. Não é necessário dizer que, dinheiro novo, ou seja, novos créditos, praticamente inexistem.

A tônica do momento, é a renegociação, buscando através dela, a equalização do fluxo de caixa. Grande parte do volume de crédito tomado, está com seu perfil no curto prazo, o que compromete de forma acentuada a viabilização das amortizações. Como fazer?

O primeiro passo, é a elaboração de um projeto, que mostre a real capacidade de pagamentos do negócio, determinando claramente a margem de contribuição, o resultado operacional, o resultado final, e em sequência, o demonstrativo do fluxo de caixa, apontando o tempo de carência, prazos e taxas necessários para a amortização do passivo. Além do descritivo numérico, é fundamental que se exponha detalhes sobre a história da empresa, sua administração, seu comercial, capacidade produtiva, mas principalmente, o objetivo de mudar, de não cometer mais os erros anteriores, que levaram ao passivo, e a afirmação taxativa de querer amortizar o saldo devedor, porém de acordo com o cenário proposto.

Este projeto deve ser exposto e defendido junto ao sistema financeiro credor, com pessoas técnicas de cada banco, de forma profissional, e não emocional. Os resultados são positivos, e os objetivos de alongamento do perfil da dívida alcançados. Nos casos nos quais os valores da dívida atingem patamares maiores, e com diversos agentes envolvidos, aconselhamos a Sindicalização da Operação, na qual a negociação é mais ampla, com todos os bancos reunidos, com o mesmo intuito.

Através do projeto, busca- se que todos os agentes estejam em um mesmo contrato após a negociação, que é a Sindicalização, que tenham os mesmos prazos, garantias e taxas. Há um banco entre os negociados, que assumirá o papel de líder (TRUSTEE), que organizará e comandará a operação de amortização até o final. Não é raro, a inclusão nestas operações, desde que bem demonstrado no projeto inicial, valores necessários ao capital de giro da empresa, de forma que a nova operação, ou a nova fase do negócio seja viável.

Concluindo, é trabalho técnico, não importando o valor da dívida, tem que ser conduzido de forma profissional.
Não é tarefa para amadores!