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Diagnóstico aplicado a momentos de crise

Renegociar com o banco sem saber quanto sua empresa realmente pode pagar é decidir no escuro.

Modelamos a capacidade real de pagamento da empresa e os cenários possíveis de reequacionamento da dívida antes de qualquer proposta ser aceita — para que a decisão seja tomada com números, e não sob a pressão do momento.

Dívida bancária distribuída entre mais de uma instituição financeira.
Aval pessoal e garantias reais dos sócios comprometidos.
Parcelas que não fecham no caixa e renegociações que se repetem.
Conversa conduzida por um sócio, sem exposição da situação a terceiros.
Indústria  ·  Transporte de cargas  ·  Agroindústria  ·  Construção  ·  Distribuição e atacado
01O que costuma acontecer antes de chegar aqui

Quase sempre a sequência é a mesma.

Primeiro a margem cede. Um aumento de custo que não passa para o preço, um cliente relevante que reduz volume, um ciclo de mercado que se alonga mais do que o previsto. O resultado ainda aparece positivo, mas já não é o mesmo.

Depois o caixa aperta. O capital de giro passa a ser financiado por linhas de curto prazo, que são as mais caras e as que vencem mais rápido. Cada vencimento é resolvido isoladamente, com a atenção voltada para a próxima semana.

Então vem a primeira renegociação. Ela alivia — por alguns meses. Como foi feita sem uma projeção da capacidade de pagamento, o novo cronograma volta a apertar. Uma segunda instituição entra na conversa, depois uma terceira. Cada banco negocia olhando apenas a sua própria exposição, e ninguém olha o conjunto.

No fim, a empresa passa a operar em função da dívida, e não a dívida em função da empresa. As decisões deixam de ser escolhidas e passam a ser reagidas.

Isso raramente é sinal de má gestão. Na maior parte dos casos, é descompasso entre a estrutura de custos e o patamar de atividade real — um problema estrutural, que exige solução estrutural, e não mais uma rodada de alongamento de prazo.

02Um caso, anonimizado
Indústria de médio porte, dívida bancária equivalente a mais de dez vezes o faturamento mensal, negociação simultânea com oito instituições financeiras. Modelamos quatro cenários de reequacionamento da dívida, permitindo aos sócios decidir com números — não com a pressão do momento.
Caso real, apresentado de forma anonimizada por dever de confidencialidade
0x Dívida bancária sobre
faturamento mensal
0 Instituições financeiras
na mesma negociação
0 Cenários de dívida
modelados e comparados
03O núcleo do método

Quatro cenários, comparados lado a lado.

Nenhuma proposta de banco deve ser avaliada isoladamente. Ela precisa ser comparada com as alternativas disponíveis à empresa — inclusive com a alternativa de não fazer nada. Selecione cada cenário.

Cenário vigente

O ponto de partida obrigatório: o que acontece com o caixa, com o endividamento e com o patrimônio dos sócios se nada mudar. Projetamos o cronograma atual de amortização contra a geração de caixa realista da operação e identificamos o mês em que a estrutura deixa de fechar. Sem essa referência, qualquer proposta parece boa — porque não há com o que compará-la.

04O que sustenta uma negociação com o banco

A negociação com credores começa muito antes da mesa de negociação.

Quem chega à reunião apenas pedindo prazo negocia a partir da posição mais frágil possível. Quem chega apresentando a capacidade de pagamento demonstrada, o cronograma que a operação sustenta e as alternativas que está avaliando, negocia de outro lugar.

Antes de discutir prazo, carência, custo ou garantia, dimensionamos o fluxo de caixa operacional recorrente, o comportamento sazonal do capital de giro, os investimentos inadiáveis e todas as obrigações já assumidas. Só então é possível propor uma estrutura que a empresa efetivamente honre — em lugar de aceitar a estrutura que lhe é oferecida.

Nossa análise não é laudo pericial judicial. É o fundamento técnico que sustenta a estratégia apresentada pelo seu advogado e a proposta apresentada ao banco.

Trabalhamos em conjunto com o assessor jurídico da empresa, inclusive em via contenciosa: a tese é dele, os números são nossos. Quando um laudo pericial formal se torna necessário no curso do processo, ele é produzido por perito nomeado — e nossas análises servem de base técnica a esse trabalho.
05Perguntas de quem está nessa decisão

As cinco perguntas que precisam de resposta antes da próxima reunião.

Clique em cada pergunta.

Projetamos o caixa semana a semana no curto prazo, considerando sazonalidade, compromissos bancários, tributos, folha e o comportamento efetivo de recebimentos. O resultado é uma data, não uma sensação — e é essa data que define o tempo disponível para negociar.

Calculamos a performance que a empresa precisaria entregar para cumprir a proposta. Se esse patamar nunca foi atingido no histórico, a renegociação apenas transfere o problema para frente, normalmente com custo maior e menos margem de manobra.

Depende do que o ativo produz e do que a dívida custa. Comparamos a contribuição do ativo à operação com a redução de serviço da dívida obtida, o efeito sobre garantias já constituídas e o impacto na liquidez. Vender um ativo essencial para pagar dívida caramente contratada pode resolver o trimestre e comprometer o negócio.

Quando existe fundamento jurídico identificado pelo advogado da empresa e o efeito econômico dessa via é superior ao das alternativas negociais. Nosso papel é quantificar esse efeito — parcela da dívida em discussão, impacto no fluxo de caixa durante o processo, comparação com os demais cenários. A decisão é dos sócios; a tese, do advogado.

Levantamos o conjunto de garantias pessoais e reais prestadas, identificamos sobreposições e garantias cruzadas e dimensionamos a exposição patrimonial efetiva dos sócios em cada cenário. Em boa parte dos casos, essa é a primeira vez que o número aparece consolidado.

Por que não somos uma intermediação comercial.

RemuneraçãoComissão sobre o valor do desconto obtido na renegociação.
Momento da entregaDepois da negociação — o resultado é o produto.
O que você recebeUma proposta fechada e a expectativa de desconto.
Alinhamento de interesseQuanto maior o volume renegociado, maior a remuneração — ainda que renegociar não seja a melhor decisão para a empresa.
06Diagnóstico rápido

Qual é o nível de alavancagem da sua empresa?

É o primeiro número que olhamos: quantas vezes o faturamento de um mês seria necessário para liquidar a dívida bancária. Não resolve a decisão, mas indica em que terreno ela está sendo tomada.

R$
Some todas as instituições, curto e longo prazo.
R$
Média dos últimos doze meses.
O cálculo é feito integralmente no seu navegador. Nenhum dado é enviado, armazenado ou transmitido — nem antes, nem depois do resultado. Só existe envio de informação se você clicar, deliberadamente, no botão de contato.
Dívida bancária ÷ faturamento mensal
Até 3x — confortável 3x a 6x — requer atenção 6x a 10x — crítico Acima de 10x — insustentável

Este indicador é uma referência inicial. Ele não considera o custo efetivo da dívida, o perfil de vencimentos, as garantias constituídas nem o ciclo de caixa da operação — variáveis que costumam alterar materialmente a leitura.

Quer entender o que esse número significa para a sua empresa?

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07Como conduzimos

Quatro etapas, entre trinta e quarenta e cinco dias.

Prazo típico para uma empresa de porte médio. Quando existe vencimento iminente, priorizamos a projeção de caixa de curto prazo na primeira semana.

Entendimento e coleta

Compreendemos a operação e levantamos contratos, composição da dívida por instituição, garantias prestadas, demonstrações e dados gerenciais.

08Clareza de escopo

O que este trabalho é — e o que não é.

Rigor técnico começa por delimitar o que se está contratando.

É

  • Análise técnica independente sobre o endividamento e a capacidade real de pagamento da empresa.
  • Base quantitativa para a negociação com bancos e credores, com cenários comparáveis entre si.
  • Suporte técnico à estratégia jurídica conduzida pelo advogado da empresa, inclusive em via contenciosa.
  • Instrumento de decisão para os sócios, com a exposição patrimonial dimensionada em cada cenário.

Não é

  • Escritório de advocacia, nem substituto de aconselhamento jurídico.
  • Laudo pericial judicial — quando necessário, este é produzido por perito nomeado, e nossas análises servem de base técnica.
  • Intermediação comercial remunerada por comissão sobre valores renegociados.
  • Garantia de resultado da negociação ou do contencioso: cenários dependem de premissas que podem não se confirmar.
09Como começa

Três passos, e nenhum deles é uma proposta comercial.

1

Conversa inicial

Aproximadamente 45 minutos com um sócio da C&S, sob confidencialidade, para entender a situação e o que está em jogo. Gratuita e sem apresentação comercial.

2

Delimitação de escopo

Definimos o que precisa ser analisado, com que profundidade e em que prazo. Se um trabalho completo não for o que a empresa precisa agora, dizemos isso.

3

Proposta técnica

Escopo, entregas, equipe, cronograma e investimento apresentados de forma explícita. Sem escopo aberto e sem entrega indefinida.

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