Seleção semanal do que foi notícia em

Governança Corporativa pelo Mundo

Edição de 17 de setembro de 2026 6 publicações

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01

Reuniões informais de família só geram efeito quando viram governança formal

Um estudo com 490 empresas familiares investiga se as reuniões informais entre parentes — conversas…

Um estudo com 490 empresas familiares investiga se as reuniões informais entre parentes — conversas de corredor, almoços de domingo, conselhos não estruturados — realmente fortalecem objetivos como harmonia familiar, identidade e continuidade do legado. Os pesquisadores, de universidades da Alemanha, França, Mônaco e Noruega, encontram que essas conversas informais só produzem esse efeito quando evoluem para práticas formais de governança, como conselhos de família e protocolos escritos. Isoladas, as reuniões informais não sustentam os objetivos não financeiros da família no longo prazo. O artigo, de acesso aberto, reforça que formalizar a governança familiar não é burocracia — é o que transforma boas intenções em resultado duradouro.

Fonte: Daniela Gimenez-Jimenez (TU Dortmund University), Andrea Calabrò (IPAG Business School), Mariateresa Torchia (OMNES Education) e Carl Åberg (University of South-Eastern Norway)

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02

Diretorias em xeque: como a capacidade de julgamento de um conselho se deteriora sem que a estrutura formal mude

Um artigo do instituto argentino de governança IGEP propõe um modelo de 'vulnerabilidade…

Um artigo do instituto argentino de governança IGEP propõe um modelo de 'vulnerabilidade deliberativa' para explicar como um conselho de administração pode manter toda sua estrutura formal intacta — comitês, atas, calendário de reuniões — enquanto sua capacidade real de julgamento coletivo se deteriora silenciosamente. O texto identifica quatro processos críticos por trás desse risco: integridade da informação que chega ao conselho, alinhamento das decisões ao propósito da empresa, disposição para o desafio independente entre conselheiros, e abertura cognitiva a visões divergentes. Os autores usam o caso da láctea argentina Milkaut S.A. para mostrar como esses processos podem falhar na prática, mesmo em conselhos aparentemente bem estruturados. O artigo é um alerta para famílias e conselhos que confundem conformidade formal com qualidade real de governança.

Fonte: IGEP — Instituto de Gobernanza Empresarial y Pública (Argentina)

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Após 16 anos no comando, CEO da Topicus.com se aposenta e passa a presidir o conselho

Robin van Poelje, à frente da empresa de tecnologia Topicus.com havia 16 anos, anunciou…

Robin van Poelje, à frente da empresa de tecnologia Topicus.com havia 16 anos, anunciou aposentadoria do cargo de diretor-presidente a partir de 1º de outubro de 2026. Em vez de deixar a companhia, ele passa a atuar como conselheiro e assume a presidência do conselho de administração, mantendo influência estratégica sem a rotina executiva do dia a dia. O conselho já indicou Ramon Zanders como sucessor no comando executivo, em um processo de transição anunciado com antecedência e sem sobressaltos. O caso exemplifica um modelo comum em empresas de controle mais concentrado: o fundador ou executivo histórico migra para a supervisão do conselho, preservando conhecimento institucional durante a troca de geração na gestão.

Fonte: Topicus.com Inc. (comunicado via GlobeNewswire)

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Dez tendências do ativismo acionário para 2027, segundo a Wachtell Lipton

Um dos escritórios mais influentes em fusões e ativismo acionário nos Estados Unidos, a Wachtell…

Um dos escritórios mais influentes em fusões e ativismo acionário nos Estados Unidos, a Wachtell Lipton, projeta dez tendências para o ativismo de investidores em 2027. Entre elas, destaca-se o engajamento cada vez mais precoce de fundos ativistas junto a conselhos, antes mesmo de uma campanha pública ser anunciada, e um direcionamento crescente das críticas de investidores a decisões de sucessão de CEO, tratadas como ponto de vulnerabilidade estratégica. O escritório também aponta o uso crescente de inteligência artificial por investidores institucionais para orientar decisões de voto em assembleias. A leitura serve de alerta para conselhos de empresas de qualquer porte sobre como processos de sucessão mal comunicados podem se tornar alvo de pressão externa.

Fonte: Wachtell, Lipton, Rosen & Katz (via Harvard Law School Forum on Corporate Governance)

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05

ONGs viraram protagonistas da governança corporativa fora do conselho

As pesquisadoras Mariana Pargendler e Elizabeth Pollman argumentam que organizações não…

As pesquisadoras Mariana Pargendler e Elizabeth Pollman argumentam que organizações não governamentais se consolidaram como atores centrais da governança corporativa 'externa' — atuando fora dos mecanismos tradicionais de conselho e assembleia. Segundo o artigo, ONGs influenciam empresas por múltiplos canais: advocacy em processos legislativos, litígio estratégico, propostas formais de acionistas e pressão via normas informais ('soft law'). As autoras descrevem um efeito hidráulico: quando a pressão de ONGs é bloqueada em um desses canais, ela tende a se redirecionar para outro, em vez de simplesmente desaparecer. O artigo chama atenção de conselhos e comitês de governança para o fato de que a pressão externa sobre a empresa não vem mais só de acionistas organizados, mas de uma rede mais ampla de atores civis.

Fonte: ECGI — European Corporate Governance Institute (Mariana Pargendler e Elizabeth Pollman)

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Do Maranhão a R$ 1,5 bilhão: aos 29 anos, ela assumiu a rede de óticas da família e hoje comanda 1.000 lojas

Fundada no Maranhão em 1992, a rede de óticas Diniz passou por um processo de sucessão planejado…

Fundada no Maranhão em 1992, a rede de óticas Diniz passou por um processo de sucessão planejado desde 2014, quando a família decidiu preparar a nova geração para assumir o comando. Ariane Diniz assumiu a presidência da empresa em 2019, aos 29 anos, apoiada por consultoria especializada em governança familiar contratada anos antes da efetiva transição. Sob sua gestão, a rede chegou a 1.000 lojas e faturou R$ 1,5 bilhão em 2025, com projeção de R$ 1,7 bilhão para 2026. O caso ilustra como um planejamento sucessório de longo prazo, iniciado bem antes da troca de comando, pode viabilizar crescimento acelerado sem ruptura na gestão.

Fonte: Exame

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