Seleção semanal do que foi notícia em

Governança Corporativa pelo Mundo

Edição de 3 de setembro de 2026 6 publicações

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01

Do controle familiar à igualdade acionária: como a fase geracional molda o voto em empresas familiares abertas

Um estudo com painel de 748 observações de 206 empresas familiares listadas nos Estados Unidos…

Um estudo com painel de 748 observações de 206 empresas familiares listadas nos Estados Unidos entre 2007 e 2021 investiga como a passagem de bastão entre gerações influencia decisões sobre direitos de voto. Os pesquisadores da Heinrich Heine University Düsseldorf mostram que gerações mais avançadas tendem a apoiar a adoção de voto igualitário, reduzindo os privilégios de controle da família fundadora. A presença de um presidente do conselho oriundo da própria família aumenta essa probabilidade, independentemente de qual geração está no comando. O artigo, publicado em acesso aberto no Journal of Family Business Management, aplica a teoria da agência para explicar conflitos entre controladores e acionistas minoritários.

Fonte: Fabio Guidoccio, Bennet Schierstedt e Eva Lutz (Heinrich Heine University Düsseldorf)

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02

Delaware, Nevada ou Texas? O dilema societário das empresas lideradas por fundadores

Um guia elaborado pelo escritório Cooley LLP examina os prós e contras de cada jurisdição de…

Um guia elaborado pelo escritório Cooley LLP examina os prós e contras de cada jurisdição de incorporação para empresas de tecnologia lideradas por fundadores nos Estados Unidos. Delaware segue como padrão do mercado, mas Nevada e Texas ganham espaço ao oferecer regras mais favoráveis a fundadores e controladores, como maior proteção a decisões do conselho. O texto lembra que mais de 50 companhias abertas já deixaram Delaware nos últimos anos, movimento apelidado de 'Dexit'. A escolha da sede societária afeta diretamente os deveres fiduciários dos conselheiros e o equilíbrio de poder entre fundadores e acionistas minoritários.

Fonte: Cooley LLP (via Harvard Law School Forum on Corporate Governance)

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03

Propostas de acionistas caem à mínima em uma década, mas pautas de governança avançam

Uma análise da consultoria de solicitação de procurações D.F. King sobre a temporada de assembleias…

Uma análise da consultoria de solicitação de procurações D.F. King sobre a temporada de assembleias de 2026 nos Estados Unidos mostra que o número de propostas de acionistas caiu quase 25% em relação a 2025, o menor patamar em dez anos. As propostas ligadas a temas ambientais e sociais recuaram, mas o índice médio de apoio recebido por elas subiu. Já as propostas de governança corporativa cresceram cerca de 50% no período, ganhando espaço na pauta dos investidores. O levantamento reforça uma mudança de foco dos acionistas ativistas, mais concentrados em práticas de conselho do que em temas isolados de sustentabilidade.

Fonte: D.F. King (via Harvard Law School Forum on Corporate Governance)

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04

Governança de IA: as perguntas que todo conselho deveria saber responder

Um artigo do Instituto Australiano de Conselheiros de Empresas (AICD) argumenta que a inteligência…

Um artigo do Instituto Australiano de Conselheiros de Empresas (AICD) argumenta que a inteligência artificial não alterou os deveres fundamentais dos administradores, mas mudou o padrão pelo qual esses deveres são avaliados. Segundo o autor, tribunais têm passado a examinar se os sistemas de informação disponibilizados ao conselho permitem uma supervisão real das decisões apoiadas por IA. O texto defende que conselheiros mantenham julgamento independente diante de recomendações geradas por algoritmos, em vez de aceitá-las automaticamente. Também recomenda que as organizações adotem estruturas de governança específicas para mapear e mitigar riscos ligados ao uso de IA.

🔒 O link a seguir exige assinatura do veículo para leitura completa da matéria — o resumo acima reflete apenas o conteúdo disponível publicamente.

Fonte: AICD — Australian Institute of Company Directors (Andrew Lumsden, Corrs Chambers Westgarth)

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05

T4F sai da B3 após 15 anos e volta a ser empresa de capital fechado

A Comissão de Valores Mobiliários aprovou o cancelamento do registro de companhia aberta da T4F…

A Comissão de Valores Mobiliários aprovou o cancelamento do registro de companhia aberta da T4F, que deixa o Novo Mercado da B3 depois de 15 anos listada. A empresa volta a ser de capital fechado sob controle da Rise Entertainment, do fundador Fernando Alterio, após as ações acumularem queda de mais de 90% desde o IPO de 2011. Acionistas remanescentes têm prazo até 18 de setembro para vender suas posições na oferta pública de aquisição remanescente. O caso reacende o debate sobre os custos e benefícios de manter uma estrutura de capital aberto para empresas de controle familiar.

Fonte: InfoMoney

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06

Qualicorp conclui sucessão do CEO e reorganiza o conselho de administração

O conselho de administração da Qualicorp elegeu Eduardo Oliveira, até então vice-presidente…

O conselho de administração da Qualicorp elegeu Eduardo Oliveira, até então vice-presidente executivo, como novo diretor-presidente da companhia. Maurício Lopes, que ocupava o cargo, passa a presidir o conselho, enquanto Murilo Ramos Neto assume a vice-presidência do colegiado. A empresa afirmou que a mudança conclui, de forma organizada e planejada, o processo de sucessão anunciado em maio de 2026. O episódio ilustra um modelo de transição de liderança conduzido com antecedência e transparência para o mercado.

Fonte: InfoMoney

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