Seleção semanal do que foi notícia em

Governança Corporativa pelo Mundo

Edição de 8 de outubro de 2026 6 publicações

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01

Humanidade como mecanismo de governança: o que 12 empresas familiares sul-africanas ensinam sobre planejamento da sucessão

Estudo qualitativo com 12 entrevistas em empresas familiares de Joanesburgo que já têm plano…

Estudo qualitativo com 12 entrevistas em empresas familiares de Joanesburgo que já têm plano sucessório conclui que valores como integridade, confiança e respeito (Ubuntu) funcionam como mecanismo central de governança, reduzindo custos de agência onde faltam contratos formais. Os autores mostram que a combinação de mecanismos formais e informais favorece o consenso, essencial à sucessão. A implicação prática: acordos formais são indispensáveis, mas é preciso cuidar também da governança informal da família.

Fonte: Muneer Bham, Anastacia Mamabolo e Steven Zwane (Gordon Institute of Business Science, Universidade de Pretoria) — Acta Commercii

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02

Direitos dos acionistas sob pressão: os quatro pilares que o maior fundo soberano do mundo quer preservar

O Norges Bank Investment Management, acionista minoritário em mais de 7 mil companhias listadas…

O Norges Bank Investment Management, acionista minoritário em mais de 7 mil companhias listadas, alerta que a proteção aos investidores vem se erodindo em vários países, com risco para a confiança nos mercados e para os retornos de longo prazo. O texto cita pesquisas que ligam salvaguardas sólidas a mercados de capitais mais profundos, financiamento mais barato e valuations maiores. Define quatro pilares: divulgação confiável, poder de voto sobre decisões relevantes (com ceticismo quanto a estruturas de voto desiguais), partilha justa dos benefícios econômicos e acesso a remédios legais.

Fonte: Norges Bank Investment Management (via Harvard Law School Forum)

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03

Governança de IA nas big techs americanas: risco material reconhecido, mas pouca presença nas competências de conselho

Levantamento sobre grandes empresas de tecnologia dos EUA mostra que todas citam a IA como fator de…

Levantamento sobre grandes empresas de tecnologia dos EUA mostra que todas citam a IA como fator de risco material e assumem princípios de IA responsável, mas o tema raramente aparece nas competências divulgadas dos conselheiros. As propostas de acionistas sobre IA subiram para 29 em 2026 (26 em 2025), mas o apoio médio caiu para 10,3%, contra 19,2% em 2024. O estudo conclui que divulgação, sozinha, pode não resolver o risco, e que o engajamento tende a migrar das propostas para o diálogo direto.

Fonte: ISS STOXX (via Harvard Law School Forum)

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04

Regra 14a-8: um órgão independente para decidir o acesso de propostas de acionistas à procuração?

O artigo observa que a Regra 14a-8 mistura um julgamento de conteúdo (quais temas são legítimos)…

O artigo observa que a Regra 14a-8 mistura um julgamento de conteúdo (quais temas são legítimos) com uma exigência mecânica de que propostas qualificadas cheguem à procuração, e defende separar as duas coisas. Como a linha da SEC mudou várias vezes, a autora propõe um órgão nos moldes do UK Takeover Panel, restrito a questões procedimentais, com representação equilibrada, decisões fundamentadas e instância de recurso. Alerta ainda que o regime opcional do Texas e um mosaico estadual deixariam os acionistas com acesso mais fraco e dependente dos conselhos.

Fonte: Sarah Wilson (Minerva Analytics) (via Harvard Law School Forum)

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05

Família dona da C&A nomeia executivo da sexta geração para presidir o conselho da holding Cofra

A holding da família Brenninkmeijer, dona da C&A, escolheu Florian Brenninkmeyer, de 40 anos e da…

A holding da família Brenninkmeijer, dona da C&A, escolheu Florian Brenninkmeyer, de 40 anos e da sexta geração, para presidir o conselho da Cofra a partir de abril de 2027. Ele substitui Martijn Brenninkmeijer, da quinta geração, que comanda a holding desde 2018. Florian deixa a diretoria financeira em 31 de dezembro e o sucessor ainda não foi anunciado. A holding administra mais de 40 bilhões de euros em ativos.

Fonte: Bloomberg Línea

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06

CVM abre consulta sobre o Informe de Governança Corporativa das companhias abertas

A CVM lançou, em 2 de outubro, a Tomada Pública de Subsídios nº 01/26 para colher contribuições…

A CVM lançou, em 2 de outubro, a Tomada Pública de Subsídios nº 01/26 para colher contribuições técnicas sobre o Informe de Governança Corporativa (Anexo D da Resolução CVM 80). O processo, preliminar e exploratório, testa sete hipóteses, entre elas a utilidade maior para investidores institucionais, o custo proporcionalmente maior para companhias menores e o efeito limitado da propriedade concentrada sobre a disciplina de mercado. As contribuições podem ser enviadas até 2 de fevereiro de 2027.

Fonte: Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

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