Seleção semanal do que foi notícia em

Governança Corporativa pelo Mundo

Edição de 10 de setembro de 2026 6 publicações

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01

O que leva uma empresa familiar a escolher entre vender, manter na família ou profissionalizar a sucessão do CEO

Um working paper do European Corporate Governance Institute (ECGI) investiga os fatores que levam…

Um working paper do European Corporate Governance Institute (ECGI) investiga os fatores que levam um fundador, ao se aposentar, a escolher entre três caminhos para sua empresa familiar: vendê-la, indicar um sucessor da própria família ou contratar um executivo profissional externo. Os autores, dos centros de pesquisa em governança da IE Business School e da Cardiff Business School, observam que a literatura já explorou amplamente as consequências dessas decisões, mas pouco se sabe sobre o que realmente as determina. O estudo busca preencher essa lacuna, mapeando os fatores que pesam sobre o fundador nesse momento decisivo para a continuidade do negócio.

Fonte: Marc Goergen (IE Business School) e Svetlana Mira (Cardiff Business School)

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02

Empresas que atravessam gerações não duram por cultura, duram por decisão

Em coluna no InfoMoney, Marina Borges argumenta que a longevidade de empresas familiares…

Em coluna no InfoMoney, Marina Borges argumenta que a longevidade de empresas familiares multigeracionais não vem da preservação de valores e tradições, mas da disposição de tomar decisões estruturais difíceis no momento certo. Segundo a autora, renovar o portfólio de negócios antes que o mercado obrigue, planejar a sucessão com antecedência e reinvestir de forma disciplinada são práticas que separam empresas que atravessam gerações das que estagnam. A transição entre gerações é descrita como o teste mais exigente da capacidade de renovação de uma empresa familiar, mais decisivo do que qualquer discurso sobre cultura organizacional.

Fonte: InfoMoney (coluna de Marina Borges)

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03

Escândalo nos conselhos das SETAs mostra que nomeação de conselheiros não pode ser mero cumprimento de formalidade

A CEO do Instituto de Conselheiros da África do Sul (IoDSA) comenta as conclusões da…

A CEO do Instituto de Conselheiros da África do Sul (IoDSA) comenta as conclusões da Auditoria-Geral do país sobre falhas graves no processo de nomeação dos conselhos de 15 SETAs, entidades públicas de capacitação profissional: verificação insuficiente de qualificações, antecedentes e conflitos de interesse dos indicados. O artigo usa o caso para reforçar, à luz do Código King V, que a qualidade da governança começa muito antes da primeira reunião do conselho — está no rigor do próprio processo de seleção e nomeação de seus membros. A autora defende critérios objetivos e verificação documental como pré-requisito mínimo para qualquer nomeação a um conselho, público ou privado.

Fonte: IoDSA — Institute of Directors in South Africa

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04

Além da boa-fé: por que os conselhos precisam de canais próprios de informação

Um artigo do Institute of Directors da Índia argumenta que conselheiros independentes não podem…

Um artigo do Institute of Directors da Índia argumenta que conselheiros independentes não podem depender apenas da boa-fé e dos relatórios preparados pela própria gestão para identificar riscos a tempo. Usando as disrupções operacionais da companhia aérea IndiGo como exemplo, o texto mostra como sinais de alerta internos podem ser minimizados ou filtrados antes de chegar ao conselho. A recomendação central é que conselhos estabeleçam canais de informação próprios e independentes — auditoria interna, ouvidoria, contato direto com áreas operacionais — em vez de confiar exclusivamente no que a diretoria executiva decide reportar. O artigo reforça que essa autonomia informacional é hoje parte central do dever de vigilância dos conselheiros.

Fonte: IOD Global — Institute of Directors, Índia

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05

Decisão sobre a Boeing reduz risco de responsabilização de conselheiros por falha de fiscalização

A Chancery Court de Delaware rejeitou ações movidas por acionistas que acusavam conselheiros e…

A Chancery Court de Delaware rejeitou ações movidas por acionistas que acusavam conselheiros e executivos da Boeing de violar seu dever de fiscalização (padrão conhecido como 'Caremark') diante de falhas de segurança da companhia. Segundo o escritório Fried Frank, a decisão estabelece um padrão mais restritivo para responsabilizar pessoalmente administradores por essas falhas, desde que a empresa tenha ao menos algum sistema de monitoramento de riscos implementado. O caso reforça a deferência dos tribunais ao julgamento de negócios do conselho na resposta a crises operacionais, mesmo quando o resultado final é grave. A decisão é referência importante para conselhos de qualquer setor sobre o nível mínimo de supervisão exigido para se protegerem de responsabilização pessoal.

Fonte: Fried, Frank, Harris, Shriver & Jacobson LLP (via Harvard Law School Forum on Corporate Governance)

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06

CVM afrouxa o rigor e multas recuam para R$ 933 mil em 2026

Levantamento da Capital Aberto com base no relatório trimestral da Comissão de Valores Mobiliários…

Levantamento da Capital Aberto com base no relatório trimestral da Comissão de Valores Mobiliários mostra que o estoque de processos sancionadores da autarquia atingiu recorde histórico, com 1.023 casos em aberto. Ainda assim, o valor total de multas aplicadas no período caiu para R$ 933 mil, menos de 0,1% do que a CVM arrecadou em multas em 2024. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam para um enfraquecimento do poder de dissuasão do enforcement regulatório sobre companhias abertas no Brasil. O dado acende um alerta para conselhos e comitês de compliance sobre até que ponto a fiscalização externa segue sendo um freio eficaz para más práticas de governança.

Fonte: Capital Aberto

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