Seleção semanal do que foi notícia em

Governança Corporativa pelo Mundo

Edição de 27 de agosto de 2026 6 publicações

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35 anos de pesquisa em governança de empresas familiares: o que aprendemos

Um artigo de revisão da revista acadêmica Corporate Governance: An International Review reúne 35…

Um artigo de revisão da revista acadêmica Corporate Governance: An International Review reúne 35 anos de pesquisa sobre governança em empresas familiares, assinado por Lu, Bennedsen e Mehrotra. Os autores mostram grande variação institucional na propriedade, na governança e na sucessão entre regiões do mundo, e alertam que definições estritas de 'empresa familiar' distorcem conclusões sobre desempenho e continuidade. Os desfechos de governança dependem do contexto institucional, da liderança e da profundidade do envolvimento familiar na gestão. Como agenda futura, os autores apontam sustentabilidade, liderança orientada a valores e o papel social das empresas familiares como campos ainda pouco explorados.

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Fonte: Corporate Governance: An International Review

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Da fundação ao conselho: a lição de governança da Finnet

A fintech Finnet, fundada em 2003, viveu no primeiro semestre de 2026 a saída de seus fundadores…

A fintech Finnet, fundada em 2003, viveu no primeiro semestre de 2026 a saída de seus fundadores, Yoshimiti Matsusaki e Marcos Bonfá, da gestão executiva para o conselho de administração, com Leo Monte assumindo como novo CEO. Em coluna no InfoMoney, Filipe Callil argumenta que essa migração de fundadores da execução para a estratégia de longo prazo é um sinal de maturidade organizacional mais relevante que eventos como fusões ou aberturas de capital. Segundo o autor, abrir mão do comando operacional não diminui o valor dos fundadores — ao contrário, prioriza a sustentabilidade da empresa acima da visão pessoal de quem a criou. O caso ilustra um modelo de transição sucessória cada vez mais comum entre empresas de controle fundador no Brasil.

Fonte: InfoMoney

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O propósito sobrevive à venda? A estrutura do negócio decide

Um artigo publicado no blog do ECGI defende que a sobrevivência do propósito social de uma empresa…

Um artigo publicado no blog do ECGI defende que a sobrevivência do propósito social de uma empresa fundadora após ser adquirida por uma grande corporação depende do desenho estrutural do negócio, não de compromissos públicos. O texto aponta mecanismos como manter a unidade adquirida como operação separada, criar matérias reservadas que exigem aprovação do fundador e prever cláusulas de recompra em caso de perda de certificações. Cita como exemplos de sucesso as aquisições da Innocent Drinks pela Coca-Cola e da KIND pela Mars, com transferência de controle em estágios e fundadores mantidos, e como fracasso a Honest Tea, descontinuada após a saída dos fundadores. Um alerta direto para famílias empresárias que negociam a venda do negócio sem abrir mão do legado.

Fonte: ECGI (European Corporate Governance Institute)

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Luis Frias deixa a presidência do conselho do PagBank após nove anos

Luis Frias, que controla o PagBank por meio do UOL com 88,7% do capital votante, deixou de forma…

Luis Frias, que controla o PagBank por meio do UOL com 88,7% do capital votante, deixou de forma inesperada a presidência do conselho de administração após nove anos no cargo. Ele será substituído por Judith de Brito, executiva há 36 anos no grupo Folha e conselheira do PagBank desde 2017; Frias permanece como controlador indireto e deve se dedicar a um novo projeto de inteligência artificial. Analistas como o Citi classificaram a mudança como 'marginalmente positiva' do ponto de vista de governança, ainda que ressaltem que os fundamentos do negócio pesam mais que a composição do board. O episódio reforça como decisões sucessórias no topo do conselho seguem sensíveis mesmo em companhias listadas sob controle familiar concentrado.

Fonte: Brazil Journal

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Justiça de Delaware define pela primeira vez deveres fiduciários de conselheiros de PBCs em venda de controle

A Court of Chancery de Delaware analisou, pela primeira vez, os deveres fiduciários de conselheiros…

A Court of Chancery de Delaware analisou, pela primeira vez, os deveres fiduciários de conselheiros de 'public benefit corporations' (PBCs) em uma transação de mudança de controle, no caso envolvendo a MPower Financing. O tribunal rejeitou as alegações dos acionistas, entendendo que a doutrina Revlon — que exige maximizar o preço de venda — não se aplica a PBCs, e que os autores da ação não discutiram os três interesses que o conselho deve balancear: retorno econômico dos acionistas, partes afetadas e o benefício público estatutário da empresa. Advogados da Morrison & Foerster, autores da análise publicada no Harvard Law School Forum, recomendam que conselheiros de PBCs documentem formalmente essa ponderação em operações de venda. A decisão é referência prática para conselhos de empresas com propósito social formalizado que avaliam ofertas de aquisição.

Fonte: Morrison & Foerster (via Harvard Law School Forum on Corporate Governance)

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Temporada de assembleias 2026 nos EUA: menos volume, mais mudança estrutural

Um levantamento do The Conference Board mostra que a temporada de assembleias de acionistas de 2026…

Um levantamento do The Conference Board mostra que a temporada de assembleias de acionistas de 2026 nos Estados Unidos foi marcada mais por mudanças regulatórias procedimentais do que por volume de propostas: a SEC passou a revisar menos criteriosamente os pedidos de exclusão de propostas de acionistas (Rule 14a-8). O ativismo acionário recuou 75% frente aos picos de 2024, enquanto as votações de remuneração executiva ('say-on-pay') tiveram aprovação superior a 90% em 76% dos casos. Presidentes de comitês de nomeação e governança seguem sendo os que recebem menor apoio entre todos os líderes de comitê. O relatório recomenda que conselhos documentem melhor as justificativas de exclusão de propostas e reforcem o engajamento contínuo com investidores diante da fragmentação das políticas de stewardship dos gestores de ativos.

Fonte: The Conference Board (via Harvard Law School Forum on Corporate Governance)

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