Otimismo tecnológico deve mudar cenário

Na última década, o ritmo da inovação andou desacelerando e desanimou muitas pessoas, em especial os economistas que contam com isso. A produtividade teve crescimento tímido e as invenções mais populares, como smartphone e redes sociais, não ajudaram muito. Tecnologias promissoras, por exemplo carros autônomos, estagnaram. Assim, a China ultrapassou o Ocidente e as ideias úteis pareciam ter se esgotado.

Mas agora, os ventos devem mudar, diante do otimismo tecnológico. Isso é constatado a partir da velocidade em que as vacinas da covid-19 foram produzidas, e trouxe mais reconhecimento aos cientistas, além de investimentos em tecnologia. Também caminha junto a adoção de tecnologias digitais durante a pandemia, fortalecendo a era de progresso.

A expectativa é de que a inovação eleve os padrões de vida, em especial se os governos ajudarem as novas tecnologias a se fortalecerem. Tirando como exemplo o século 18, quando houve a Revolução Industrial e fábricas mecanizadas, ferrovias e eletricidade no século seguinte, carros no século 20, aviões, medicina moderna e máquinas de lavar. Só que isso tudo desacelerou nos anos 70.

Há 3 razões para se pensar que a estagnação pode estar no fim. A enxurrada de descobertas recentes, o sucesso da técnica de RNA Mensageiro por trás das vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna, e tratamentos de anticorpos sob medida mostram como a ciência continua a consolidar a medicina. A Inteligência Artificial também exibe finalmente progresso impressionante em vários contextos. Os outros motivos são o investimento crescente em tecnologia e a rápida adoção desses recursos.

Contudo, a inovação infelizmente não deve permitir que as economias ignorem os obstáculos estruturais ao crescimento. Com o enriquecimento das sociedades, o gasto com serviços de mão de obra intensiva, como refeições em restaurantes, aumenta. O envelhecimento da população continua atraindo trabalhadores para o cuidado domiciliar. Isso torna a economia menos dinâmica.

Mas, uma nova onda de inovação pode reverter o quadro, responsável por um quinto da desaceleração do crescimento no século 21. A hipótese é totalmente possível, já que muitas indústrias de serviços, como saúde e educação, se beneficiaram muito com novos recursos inovadores.

Fonte: The Economist

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