O que as siglas da Governança Corporativa têm a nos ensinar

O portal do IBGC, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, publicou nesta semana um artigo muito interessante sobre termos utilizados para descrever o futuro incerto e imprevisível da Governança Corporativa. São eles: VUCA, TUNA, DELA, BANI E VUCA Prime.

O artigo foi elaborado por dois conselheiros: Kika Capocchi Ricciardi e Ricardo Lamenza, e o primeiro termo abordado por eles foi VUCA. A sigla significa Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, e surgiu na década de 90 para explicar ao mundo no contexto pós-Guerra Fria sobre a queda do muro de Berlim. Nos anos 2000, voltou à tona e ganhou espaço no mundo dos negócios, para conscientizar e alertar lideranças sobre a complexidade do cenário de mudanças rápidas e nem sempre previsíveis, enquanto as pessoas atuam em seus ambientes de trabalho para gerar resultados sustentáveis.

Outro conceito é o TUNA, sigla para Turbulento, Incerto, Novo e Ambíguo. Esse é o termo utilizado como eixo central em um programa de educação executiva na Universidade de Oxford, que o utiliza para substituir o VUCA. Também parte do princípio que o ambiente externo está em constante mudança e aquilo que funcionou ontem e hoje, pode não funcionar amanhã. O TUNA desafia a zona de conforto dos executivos, acostumados a setores e situações que antes eram previsíveis. O conceito pode apontar sinais de alerta, identificar tendências de mercado e tecnologias.

Esse mesmo cenário incerto, com fortes mudanças, também passou a ser descrito por DELA: Dinâmico, Emergente, Liminar e Antropocêntrico e BANI: Frágil, Ansioso, Não Linear e Incompreensível. O DELA merece destaque por apontar para a necessidade de que todas as características do cenário devem ser avaliadas de acordo com a relação com o ser humano. O BANI, por sua vez, tem a intenção de ajustar intensidade, pluralidade e interconectividade dos vetores de mudança.

A psicóloga especialista em mudanças comportamentais, Cintia Menegazzo, explica a diferença entre Vuca e Bani, pois podem parecer semelhantes, mas não são a mesma coisa.

Inclusive, o BANI é um bom gancho para falarmos do VUCA Prime. O termo foi introduzido em 2011 após muita pesquisa sobre perfis de liderança para prosperar num cenário. O conceito futurista é um apelo às lideranças que passem a transferir o foco para ações sob seu próprio controle, em vez de concentrar a atenção em diferentes e múltiplas siglas que descrevem o mundo em que vivemos. O VUCA Prime significa Visão, Entendimento, Clareza e Agilidade.

É aí que está nosso principal aprendizado dentre todos os conceitos: a necessidade de ser o protagonista, indo da fragilidade para a adaptabilidade, e sempre sem perder o foco em criar estratégias sólidas, mesmo em tempos de profunda incerteza. A atuação como líderes será a variável determinante para a construção de um futuro melhor para a coletividade. Mudanças de médio prazo ocorrem muito mais em função das lideranças, ou seja, pessoas. Para a tecnologia, encarregamos as mudanças de longo prazo.

É muito interessante conhecer siglas e conceitos. Mas o principal é estarmos sempre preparados para construir o futuro profissional e das empresas. Essas siglas servem como uma bússola, para orientar e expandir possibilidades.

Fonte: IBGC

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