Governança Corporativa: muito além de conselhos

Quando falamos em Governança Corporativa, aqueles que têm noções básicas de gestão já remetem-se à ideia de conselhos. Porém, o sistema vai muito além de reflexões e debates em colegiado: através de boas práticas e utilizando os princípios básicos, a Governança Corporativa é capaz de traçar recomendações objetivas, com interesses alinhados à preservação e otimização do valor econômico de longo prazo da empresa.

Uma vez implementada, a técnica facilita acesso da organização a recursos e contribui para a qualidade da gestão, longevidade e bem comum.

Nos aprofundando agora aos princípios básicos supracitados, são quatro:

1) Transparência: as partes envolvidas passam a ter acesso a informações que sejam de interesse próprio, não somente dados impostos por leis ou regulamentos. E esses elementos excedem o desempenho econômico-financeiro, e abrangem também outros fatores que guiam o gerenciamento e direcionam à preservação e otimização do valor.

2) Equidade: Todos os sócios e partes interessadas são tratados de forma justa e isonômica, sempre considerando direitos, deveres, necessidades, expectativas e interesses de cada um.

3) Prestação de Contas: toda a atuação dos agentes de governança é descrita de modo claro, assumindo toda e qualquer consequência de seus atos. É um cargo de extrema responsabilidade.

4) Responsabilidade Corporativa: é indispensável que se tenha um cuidado maior em zelar pela viabilidade econômico-financeira das organizações, sempre considerando o modelo de negócios, os diversos capitais e, é claro, no curto, médio e longo prazos.

Contudo, mesmo que os conceitos de governança tenham sido desenvolvidos num primeiro momento para empresas, as práticas também pode ser aplicadas em organizações não empresariais, proporcionando proventos através do alinhamento de interesses, contribuindo para o sucesso da entidade, preservação e estabilidade.

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