Spread como Parâmetro de Risco e Base Negocial

A combinação de dois fatores proporciona uma excelente base negocial no momento de contratar uma operação financeira, e, em muitos casos, pode significar uma grande economia de dinheiro. Esses conceitos são o spread e o rating de crédito.

Já abordei o tema do rating que você pode conferir clicando aqui. De modo muito prático, o spread pode ser entendido como a diferença entre o custo de captação que o agente financeiro tem para levantar esses fundos e a taxa cobrada do cliente, ou seja, o "lucro" da operação.

Normalmente, o spread está diretamente relacionado ao risco da empresa ou do ativo. Uma Companhia que apresenta maior risco, ou seja, possui um rating baixo, pagará mais caro e terá condições menos atrativas que outra em situação oposta, ou seja, quanto maior risco o investidor correr, maior será a rentabilidade e reforço de garantias que ele irá exigir. Muitos agentes financeiros, através de sua equipe de relacionamento, acabam estabelecendo spreads muito superiores ao risco que a empresa apresenta o que lhes proporciona uma atrativa rentabilidade.

Um padrão comum de mercado é utilizar a Selic como parâmetro de comparação. Para exemplificar, se considerarmos uma taxa de 2,85% a.m. e uma Selic de 14,25% ao ano, com poucos cálculos podemos chegar ao spread de 1,71% ao mês, que na minha avaliação é um spread alto se a Companhia possuir um bom rating. Acredito ser razoável um spread moderado para uma empresa de risco moderado, na faixa de 0,80% a 1,20% ao mês.

Portanto, entender esses fatores, colocará a pessoa responsável pela negociação em boas condições de realizar um negócio justo.