Quando o objetivo é: Sobreviver!

É difícil estabelecer o ponto exato onde se relacionam política e economia. Tal afirmação não refere-se aos fundamentos macroeconômicos, mas antes ao desejo de saber quem influencia quem e quando.

Se fossem elementos químicos ou físicos, bastaria aplicar experiências e, uma vez comprovadas, todos saberiam as reações de um em função do outro.

Mas por serem variáveis complexas, humanas e extremamente mutantes, suas relações ficam cada vez mais surpreendentes. Vide a crise atual.

No cerne dessas questões, e como pilares do modelo econômico global, estão as empresas. Cada país com suas particularidades, mas em todos, as empresas: micro, médias, grandes, grupos, conglomerados, sempre fazendo a máquina mundial girar.

Curiosamente, os grandes segredos corporativos têm uma missão quase sempre comum a todas organizações: o dinheiro. Missão sim, antes de objetivo, pois o dinheiro relaciona-se tão intrincadamente com o poder em todas suas formas, como a política relaciona-se com a economia.

Umas poucas empresas têm dinheiro, e se debatem para utilizá-lo a favor de projetos que lhes garantam sobrevida e mais lucros. Muitas empresas não têm recursos, nem dívidas, mas encolhem a contragosto. Finalmente um exército de organizações além de não ter dinheiro, devem muito, e tentam projetar quanto tempo de sofrimento ainda terão antes de melhorar ou morrer.

Seria muita pretensão definir em linhas os sentimentos e opções de todas elas, mas é possível identificar um ponto comum: nos tempos atuais o principal é sobreviver.

Para isso, toma-se uma questão surrada, puída e tratada todos os dias, mas longe de ser compreendida: o fluxo de caixa. Todos empreendimentos falam disso, e sempre, mas pouquíssimos o tratam com a devida importância.

Não importa o segmento, as margens, os produtos, etc. se falta o lubrificante que faz a máquina funcionar: dinheiro. É como se diz popularmente: o dinheiro faz dinheiro.

Empresas que não conhecem seu custo, seus ciclos e as alternativas de gestão disso tudo, trabalham de cabeça baixa, engordando bancos. Tratar das finanças exige sacrifícios, mas pode evitar sofrimentos.

Obviamente é melhor pensar em produtos e serviços de ponta, soluções para problemas que nem são conhecidos e estimar o potencial de demanda... e sonhar com o dinheiro que virá.

Antes, porém, e corporativamente falando, é preciso merecer isso. É preciso suar pela administração que pavimenta a vida financeira da empresa, e depois deslizar nas inovações, nos movimentos futuros. Dormir, talvez sonhar... mas antes: trabalhar!