Planejamento Estratégico é Indispensável

O que é provável que aconteça nos próximos 2, 5 ou 10 anos? Qual impacto de novas tendências na proposta de valor que entregamos?

O que tem a ver um militar prussiano chamado Carl Von Clausewitz do início do século XIX com um vídeo de tartaruga exibido pela National Geographic em 2015? Muita coisa. Nesta data Clausewitz formula o princípio do planejamento estratégico, um conceito que que poderia ter evitado perdas na indústria de canudos plásticos, pois este foi o produto retirado de uma das narinas da tartaruga apresentada no vídeo publicado pela National.

A proibição de canudos plásticos trata-se de uma tendência que impacta não só o produto, mas no hábito de consumo das pessoas. Assim, a migração para o produto substituto (biodegradável) não acontece na mesma intensidade, pois muitas pessoas simplesmente pararam de consumir canudos.

Este é um exemplo fácil de mensurar, pois já aconteceu. Mas o que é provável que aconteça nos próximos 2, 5 ou 10 anos? Qual impacto de novas tendências na proposta de valor que entregamos? Há risco de nosso produto desaparecer no mercado como canudos?

São respostas que o planejamento estratégico ajuda a responder. Apesar de alguns questionarem a real eficácia de Planos de Ação (me enquadro aqui em muitos casos), o Planejamento é indispensável. Olhar para os próximos 10 ou 15 anos, planejar os próximos 2 e revisitar este planejamento anualmente é uma receita interessante.

Empresários e executivos precisam considerar eventos locais e globais, imaginar cenários futuros, avaliar o impacto disso em seus negócios e entender como se prevenir, reduzir riscos ou mesmo se preparar para agarrar oportunidades.

Para concluir, em 1967 o filósofo francês Bertrand de Jouvenel cria o termo“futurible” para designar “um leque de possíveis futuros”. É isso que o Planejamento Estratégico faz, porém agora temos muitos recursos para fazê-lo de forma estruturada e sistematizada.

Clique aqui para conferir a matéria oficial da National Geographic.