Custo de Capital

Para avaliação de ativos reais ou financeiros, é necessário estimar a taxa de desconto, também conhecida como custo de capital, taxa de corte ou taxa mínima de atratividade.

Ao se adquirir um ativo, capital de acionistas e credores são empregados, e esses exigem uma remuneração mínima pelos recursos investidos. Portanto, a estimativa desse retorno mínimo exigido pelos financiadores de recursos é de fundamental importância no processo de avaliação. Calcular esse custo de capital não é tarefa simples, visto que muitas variáveis o compõe, tais como: taxa livre de risco, prêmio de risco-país, prêmio de risco de mercado, prêmio de risco de tamanho, elasticidade de preços do setor, diferenciais de inflações entre países, ponderação do custo da dívida e estrutura de capital da companhia avaliada. Conceitos complexos e de fontes distintas são utilizados para construção dessa taxa. O entendimento da metodologia, sua correta aplicação e a situação atual da empresa, são de fundamental importância no processo de avaliação pelo fluxo de caixa descontado. Companhias jovens ou em estágios inicias, terão custos de capitais maiores em função das incertezas do fluxo de caixa, da participação de mercado e da curva de aprendizado em relação às empresas mais maduras e estágios mais avançados. Em decorrência das premissas utilizadas para determinação da taxa de desconto, um ativo financeiro ou real pode ter seu valor variado em mais de 70% para cima ou para baixo, tema esse já tratado no artigo sobre fluxo de caixa descontado. Portanto, ter o conhecimento e as habilidades dos conceitos que discutimos aqui e em outros artigos, são fundamentais no processo de avaliação.